quinta-feira, 21 de abril de 2016

A decadência da moralidade

A decadência da moralidade 
A violência excessiva é resultante da decadência da moralidade.
Entende-se por moralidade o conjunto de normas e princípios de conduta. Na atualidade, a moral é o princípio de conduta que decai com o passar dos dias. Quem é que nunca se deparou com alguém ou até consigo mesmo menosprezando valores passados pela família ou pela religião para fazer o que lhe bem aprouver? 

A sociedade tem se mostrado cada vez mais desprendida de condutas morais que em anos atrás se fazia valer. Segundo Lázaro Curvêlo Chaves (bacharel e licenciado em ciências sociais pela UFF), nas décadas de 50 a 70 não havia a modernidade de hoje, mas em contrapartida as pessoas viviam com mais segurança e com mais dignidade, já que os salários eram compatíveis com a realidade social (apesar de existir a pobreza, era em menor número em comparação aos dias atuais). 

Os meios de comunicação que antigamente eram utilizados com a finalidade de realmente fazer a comunicação de assuntos importantes entre pessoas hoje são utilizados como meios de alienação. Hoje, os meios de comunicação são utilizados para derrubar toda e qualquer moralidade partindo da defesa do individualismo e do direito de fazer o que tiver vontade. 

A decadência da moralidade está estampada nas fraudes políticas, nas leis que defendem o individualismo, nas pessoas que não se preocupam com o próximo, nas propagandas que estimulam a sexualidade e ainda na sociedade que se deixa influenciar. O desvirtuamento dos valores morais traz conseqüências graves às pessoas, pois estimula adolescentes a iniciarem a vida sexual de forma precoce, estimula as pessoas a se desligarem do coletivismo e o preconceito contra os menos favorecidos. 

É necessário que a sociedade acorde para a real situação e revolucione o comportamento da nação e isso com responsabilidade e consciência. Existem valores éticos que são fundamentais para que a sociedade viva em harmonia.

Descubra quais foram os pensamentos de 13 dos filósofos 

mais importantes do mundo nessa seleção.





Imanência é a ideia de que Deus está presente no mundo. Tales de Mileto dizia que 'todas as coisas estão cheias de deuses', e ensinava que era preciso abrir os olhos para o mundo. Por isso, os filósofos ligados à ideia da imanência estudavam os princípios da natureza.


cartesianismo consiste em negar e questionar tudo que não resistia a dúvidas. Como o próprio nome indica, teve no filósofo francês René Descartes o maior defensor. Descartes chegou a duvidar da própria existência, mas conseguiu prová-la com a famosa frase 'Penso logo existo'. Depois de Descartes, o mundo viveu revoluções em várias áreas, colocando diversas ideias estabelecidas em dúvida.






O cinismo é uma doutrina da filosofia grega que considerava a honestidade o único requisito para a felicidade. Por isso, os cínicos eram ascetas radicais, completamente alheios a questões como roupa, família, e higiene. Diógenes, o maior dos filósofos cínicos, era um morador de rua.



Os conservadores pensam que o homem é naturalmente mau. Por isso, a sociedade serviria para civilizá-lo. Para eles, uma mudança lenta e gradual é sempre preferível à revolução. O filósofo irlandês Edmund Burke é tido por muitos como o fundador do conservadorismo anglo-americano.



Para Platão, antes do mundo real existe o mundo das ideias, que seria o único verdadeiro de fato. Enquanto isso, o mundo em que vivemos seria uma sombra, uma ilusão. Platão também acreditava na 

imortalidade da alma
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A dialética é a arte de debater. O grande nome aqui é Sócrates, que estabeleceu o costume do diálogo nas rodas de intelectuais da Grécia. Antes dele, a retórica, a capacidade de falar bem, importava mais do que os argumentos.

Todo mundo sabe que ética envolve o que é certo e o que é errado. O problema é que o conceito de certo e errado muda de acordo com o tempo e a cultura. Sócrates também foi fundamental para o 
desenvolvimento da ética

Para o filósofo Epicuro, vive bem quem não tem medo e aproveita o hoje. No Epicurismo, o caminho é procurar viver com prazeres moderados, conseguindo assim a libertação do medo.



O estóico acredita que o mundo é governado por uma lógica divina. O estoicismo ensina também que somente pelo desapego, ignorando dor e prazer, é que se descobre a verdade. Zenão de Cítio é considerado o fundador do estoicismo.



A hermenêutica é a parte da filosofia que se dedica à teoria da interpretação de textos, tentando desvendar o que um autor realmente quis dizer. O alemão Wilhelm Dilthey foi um nome importante da hermenêutica, que a partir do século XVII foi usada na interpretação da Bíblia por vários pensadores.


Foi na época o pensamento humanista se desenvolveu que o homem virou o centro das atenções, seja nas pinturas, obras de arte, pesquisas ou outros campos. No humanismo, quem determina o que é certo ou errado não é Deus, mas o homem. Um bom exemplo nesse sentido é Nicolau Maquiavel, o autor do famoso 'O Príncipe'.


O niilismo envolve negar a realidade em prol da imaginação de um mundo perfeito. Os niilistas proliferaram no século 19, com as grandes ideologias políticas, e seu maior inimigo foi Friedrich Nietzsche. Niilismo também significa achar que nada tem valor - que não há motivos para respeitar tradições, leis ou princípios morais

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As descobertas científicas dos séculos XVI e XVII derrubaram a ideia de que o mundo era uma coisa ordenada por Deus. Por isso, os filósofos dessa época diziam que era necessário iluminar-se e criar uma nova ordem para o mundo. Entre eles estava Emmanuel Kant, autor do livro Crítica da Razão Pura.















quarta-feira, 20 de abril de 2016

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História das religiões, ensinamentos budistas, filosofia, surgimento na Índia Antiga

Origem do budismo 

O budismo não é só uma religião, mas também um sistema ético e filosófico, originário da região da Índia. Foi criado por Sidarta Gautama (563? - 483 a.C.?), também conhecido como Buda. Este criou o budismo por volta do século VI a.C. Ele é considerado pelos seguidores da religião como sendo um guia espiritual e não um deus. Desta forma, os seguidores podem seguir normalmente outras religiões e não apenas o budismo.

O início do budismo está ligado ao hinduísmo, religião na qual Buda é considerado a encarnação ou avatar de Vishnu. Esta religião teve seu crescimento interrompido na Índia a partir do século VII, com o avanço do islamismo e com a formação do grande império árabe. Mesmo assim, os ensinamentos cresceram e se espalharam pela Ásia. Em cada cultura foi adaptado, ganhando características próprias em cada região. 

Os ensinamentos, a filosofia e os princípios

Os ensinamentos do budismo têm como estrutura a ideia de que o ser humano está condenado a reencarnar infinitamente após a morte e passar sempre pelos sofrimentos do mundo material. O que a pessoa fez durante a vida será considerado na próxima vida e assim sucessivamente. Esta ideia é conhecida como carma. Ao enfrentar os sofrimentos da vida, o espírito pode atingir o estado de nirvana (pureza espiritual) e chegar ao fim das reencarnações.
Para os seguidores, ocorre também a reencarnação em animais. Desta forma, muitos seguidores adotam uma dieta vegetariana.

A filosofia é baseada em verdades: a existência está relacionada a dor, a origem da dor é a falta de conhecimentos e os desejos materiais. Portanto, para superar a dor deve-se antes livrar-se da dor e da ignorância. Para livrar-se da dor, o homem tem oito caminhos a percorrer: compreensão correta, pensamento correto, palavra, ação, modo de vida, esforço, atenção e meditação. De todos os caminhos apresentados, a meditação é considerado o mais importante para atingir o estado de nirvana. 

A filosofia budista também define cinco comportamentos morais a seguir:  não maltratar os seres vivos, pois eles são reencarnações do espírito, não roubar, ter uma conduta sexual respeitosa, não mentir, não caluniar ou difamar, evitar qualquer tipo de drogas ou estimulantes.  Seguindo estes preceitos básicos, o ser humano conseguirá evoluir e melhorará o carma de uma vida seguinte.

Você sabia?

- O budismo se estabeleceu no Japão por volta do ano 575.

Aristóteles

Biografia de Aristóteles, importante filósofo grego, filosofia grega, história do pensamento, principais obras, quatro causas


Aristóteles: um dos maiores filósofos de todos os tempos
Aristóteles: um dos maiores filósofos de todos os tempos

Introdução 

O Filósofo grego Aristóteles nasceu em 384 a.C., na cidade antiga de Estágira, e morreu em 322 a.C. Seus pensamentos filosóficos e idéias sobre a humanidade tem influências significativas na educação e no pensamento ocidental contemporâneo. Aristóteles é considerado o criador do pensamento lógico. Suas obras influenciaram também na teologia medieval da cristandade.

Biografia e linha de pensamento filosófico 

Aristóteles foi viver em Atenas aos 17 anos, onde conheceu Platão, tornando seu discípulo. Passou o ano de 343 a.C. como preceptor do imperador Alexandre, o Grande, da Macedônia. Fundou em Atenas, no ano de 335 a.C, a escola Liceu, voltada para o estudo das ciências naturais. Seus estudos filosóficos baseavam-se em experimentações para comprovar fenômenos da natureza.

O filósofo valorizava a inteligência humana, única forma de alcançar a verdade. Fez escola e seus pensamentos foram seguidos e propagados pelos discípulos. Pensou e escreveu sobre diversas áreas do conhecimento: política, lógica, moral, ética, teologia, pedagogia,  metafísica, didática, poética, retórica, física, antropologia, psicologia e biologia. Publicou muitas obras de cunho didático, principalmente para o público geral. Valorizava a educação e a considerava uma das formas crescimento intelectual e humano. Sua grande obra é o livro Organon, que reúne grande parte de seus pensamentos. 

As Quatro Causas

Segundo Aristóteles, há quatro causas implicadas na existência de algo:

- Causa material: daquilo que a coisa é feita como, por exemplo, o ferro.

- Causa formal: é a coisa em si como, por exemplo, uma faca de ferro.

- Causa eficiente: aquilo que dá origem a coisa feita como, por exemplo, as mãos de um ferreiro.

- Causa final: seria a função para a qual a coisa foi feita como, por exemplo, cortar carne.

Pensamento de Aristóteles sobre a educação: 

"A educação tem raízes amargas, mas os frutos são doces". Aristóteles (D.L. 5, 18).

Principais obras de Aristóteles:

- Ética e Nicômano
- Política
- Órganon
- Retórica das Paixões
- A poética clássica
- Metafísica
- De anima (Da alma)
- O homem de gênio e a melancolia
- Magna Moralia (Grande Moral)
- Ética a Eudemo
- Física
- Sobre o Céu

Frases de Aristóteles

"O verdadeiro discípulo é aquele que consegue superar o mestre."

"A principal qualidade do estilo é a clareza."

"O homem que é prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz."

"O homem livre é senhor de sua vontade e somente escravo de sua própria consciência."

"Devemos tratar nossos amigos como queremos que eles nos tratem."

"O verdadeiro sábio procura a ausência de dor, e não o prazer."

Livros sobre Platão


Mito da Caverna de Platão (resumo)

Resumo do mito da caverna de Platão, o que é, metáfora, teoria e ideia



O que é o mito 

O Mito da Caverna, também conhecido como “Alegoria da Caverna” é uma passagem do livro “A República” do filósofo grego Platão. É mais uma alegoria do que propriamente um mito. É considerada uma das mais importantes alegorias da história da Filosofia. Através desta metáfora é possível conhecer uma importante teoria platônica: como, através do conhecimento, é possível captar a existência do mundo sensível (conhecido através dos sentidos) e do mundo inteligível (conhecido somente através da razão). 

O Mito da Caverna

O mito fala sobre prisioneiros (desde o nascimento) que vivem presos em correntes numa caverna e que passam todo tempo olhando para a parede do fundo que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Os prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações.

Vamos imaginar que um dos prisioneiros fosse forçado a sair das correntes para poder explorar o interior da caverna e o mundo externo. Entraria em contato com a realidade e perceberia que passou a vida toda analisando e julgando apenas imagens projetadas por estátuas. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real ficaria encantado com os seres de verdade, com a natureza, com os animais e etc. Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento adquirido fora da caverna para seus colegas ainda presos. Porém, seria ridicularizado ao contar tudo o que viu e sentiu, pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros vão o chamar de louco, ameaçando-o de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas.


O que Platão quis dizer com o mito

Os seres humanos tem uma visão distorcida da realidade. No mito, os prisioneiros somos nós que enxergamos e acreditamos apenas em imagens criadas pela cultura, conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna.








LIVROS INDICADOS:

Pergunte a Platão   Autor: Marinoff, Lou
   Editora: Record

 Vocabulário de Platão   Autor: Brisson, Luc; Pradeau, Jean-françois
   Editora: Wmf Martins Fontes

 A República de Platão — um Guia de Leitura   Autor: Purshouse, Luke
   Editora: Paulus

 Mais Platão Menos Prozac   Autor: Marinoff, Lou
   Editora: Record

 Um Café com Platão   Autor: Moorman, Donald R.
   Editora: ARX

 Ordem e História - Volume III - Platão e Aristóteles   Autor: VOEGELIN, ERIC
   Editora: Loyola

 Platão   Autor: Reale, Giovanni
   Editora: Loyola

 Para Ler Platão III - Alma, Cidade, Cosmo   Autor: Santos, Jose Trindade
   Editora: Loyola

 Compreender Platão   Autor: Rogue, Christophe
   Editora: Vozes

 Platão & Aristóteles - O Fascínio da Filosofia - Coleção Imortais da Ciência   Autor: Zingano, Marco
   Editora: Odysseus

 Platão & A República - Coleção Passo-a-passo 28   Autor: Paviani, Jayme
   Editora: Jorge Zahar

 Platão (428-348 A.c.) - Coleção 90 Minutos   Autor: Strathern, Paul
   Editora: Jorge Zahar

 Psicologia, Ética e Política - A Tripartição da Psykhé na República de Platão   Autor: Reis, Maria Dulce
   Editora: Loyola

 Discurso e Ontologia em Platão - Um Estudo Sobre o Sofista   Autor: Souza, Eliane Christina
   Editora: UNIJUI

Platão

Biografia e obras filosóficas deste importante filósofo da Grécia Antiga, História da Filosofia, frases de Platão



Biografia 

Este importante filósofo grego  nasceu em Atenas, provavelmente em 427 a.C. e morreu em 347 a.C. É considerado um dos principais pensadores gregos, pois influenciou profundamente a filosofia ocidental. Suas ideias baseiam-se na diferenciação do mundo entre as coisas sensíveis (mundo das ideias e a inteligência) e as coisas visíveis (seres vivos e a matéria).

Filho de uma família de aristocratas, começou seus trabalhos filosóficos após estabelecer contato com outro importante pensador grego: Sócrates. Platão torna-se seguidor e discípulo de Sócrates. Em 387 a.C, fundou a Academia, uma escola de filosofia com o propósito de recuperar e desenvolver as ideias e pensamentos socráticos. Convidado pelo rei Dionísio, passa um bom tempo em Siracusa, ensinando filosofia na corte.

Ao voltar para Atenas, passa a administrar e comandar a Academia, destinando mais energia no estudo e na pesquisa em diversas áreas do conhecimento: ciências, matemática, retórica (arte de falar em público), além da filosofia. Suas obras mais importantes e conhecidas são: Apologia de Sócrates, em que valoriza os pensamentos do mestre; O Banquete, fala sobre o amor de uma forma dialética; e A República, em que analisa a política grega, a ética, o funcionamento das cidades, a cidadania e questões sobre a imortalidade da alma.

Ideias de Platão para a educação

Platão valorizava os métodos de debate e conversação como formas de alcançar o conhecimento. De acordo com Platão, os alunos deveriam descobrir as coisas superando os problemas impostos pela vida. A educação deveria funcionar como forma de desenvolver o homem moral. A educação deveria dedicar esforços para o desenvolvimento intelectual e físico dos alunos. Aulas de retórica, debates, educação musical, geometria,astronomia e educação militar. Para os alunos de classes menos favorecidas, Platão dizia que deveriam buscar em trabalho a partir dos 13 anos de idade. Afirmava também que a educação da mulher deveria ser a mesma educação aplicada aos homens.




Frases de Platão

"O belo é o esplendor da verdade".

"O que mais vale não é viver, mas viver bem".

"Vencer a si próprio é a maior de todas as vitórias".

"O amor é uma perigosa doença mental".

"Praticar injustiças é pior que sofrê-las".

"A harmonia se consegue através da virtude".

"Teme a velhice, pois ela nunca vem só".

"A educação deve possibitar ao corpo e à alma toda a perfeição e a beleza que podem ter".

terça-feira, 19 de abril de 2016

Ética e Moral: Dois Conceitos de Uma Mesma Realidade

A confusão que acontece entre as palavras Moral e Ética existem há muitos séculos. A própria etimologia destes termos gera confusão, sendo que Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser, e Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes.
Esta confusão pode ser resolvida com o esclarecimento dos dois temas, sendo que Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. Durkheim explicava Moral como a “ciência dos costumes”, sendo algo anterior a própria sociedade. A Moral tem caráter obrigatório.
Já a palavra Ética, Motta (1984) defini como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja,Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social.
A Moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a consciência Moral que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. Surgindo realmente quando o homem passou a fazer parte de agrupamentos, isto é, surgiu nas sociedades primitivas, nas primeiras tribos. A Ética teria surgido com Sócrates, pois se exigi maior grau de cultura. Ela investiga e explica as normas morais, pois leva o homem a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas principalmente por convicção e inteligência. Vásquez (1998) aponta que a Ética é teórica e reflexiva, enquanto a Moral é eminentemente prática. Uma completa a outra, havendo um inter-relacionamento entre ambas, pois na ação humana, o conhecer e o agir são indissociáveis.
Em nome da amizade, deve-se guardar silêncio diante do ato de um traidor? Em situações como esta, osQuadrinho sobre moral e ética indivíduos se deparam com a necessidade de organizar o seu comportamento por normas que se julgam mais apropriadas ou mais dignas de ser cumpridas. Tais normas são aceitas como obrigatórias, e desta forma, as pessoas compreendem que têm o dever de agir desta ou daquela maneira. Porém o comportamento é o resultado de normas já estabelecidas, não sendo, então, uma decisão natural, pois todo comportamento sofrerá um julgamento. E adiferença prática entre Moral e Ética é que esta é o juiz das morais, assim Ética é uma espécie de legislação do comportamento Moral das pessoas. Mas a função fundamental é a mesma de toda teoria: explorar, esclarecer ou investigar uma determinada realidade.








terça-feira, 12 de abril de 2016

Academia de Platão



Academia de Platão, Academia Platônica ou Academia de Atenas foi uma escola fundada porPlatão, por volta de 387 a.C. Trata-se da primeira universidade da história, na qual grupos de seus seguidores recebiam educação formal. A Academia continuou a existir até o século VI, quando o imperador Justiniano fechou-a como parte de seu plano de abolir a cultura helenista pagã.
Academia de Platão. Pintura de Rafael Sanzio (1510).
Academia de Platão. Pintura de Rafael Sanzio (1510).
Após sua viagem a Siracusa, Platão coloca em prática o projeto da Academia. Em “A República”, a obra mais conhecida do filósofo, temos a ideia de uma república ideal, onde não haveria propriedades ou casamentos, as crianças seriam educadas comunitariamente pelo Estado e longe dos pais. Tudo para prepará-las para serem filósofos-governantes e dentre eles sair o filósofo-rei.
Platão, como cidadão ateniense, pode comprar uma pequena propriedade no interior de uma área num dos mais belos subúrbios de Atenas. Considerada local público, esta era chamada Akademia ou Hekademeia, e ali havia um parque público com alamedas e belas árvores, adornada com estátuas, templos e sepulcros de homens ilustres onde haviam sido plantadas oliveiras. A Akademia era originalmente dedicada a um lendário herói ático chamado Akademos ou Hekademos, que emprestou seu nome à área.
A Academia era uma comunidade constituída pelos membros mais avançados e pelos jovens estudantes com diferentes graus de desenvolvimento. Somente aqueles que podiam se sustentar por um número considerável de anos se tornavam membros da Academia. Haviam diversas salas de aula e quartos para os discípulos, e Platão atuava como uma espécie de mentor, um guru intelectual, sem a hierarquia de um professor ou diretor. Não havia exames mas aparentemente, provas de maturidade, onde eram medidas as qualidades de estudo e de reflexão dos seus discípulos e ouvintes.
O mérito da Academia elaborada por Platão foi a de reunir pela primeira vez todas as características de uma verdadeira escola. Ao contrário das palestras dos gramatistés ou dos métodos dos sofistas, a Academia se dedicava a novos saberes, um corpo organizado de conhecimentos em um espaço próprio para o ensino dentro da cidade.
Ao contrário da escola de Isócrates, a academia continha um regulamento interno que previa a sua continuidade para além da morte do seu fundador. Platão se dedicou à Academia até os 81 anos de idade, quando morreu. Aristóteles ambicionava ser o novo escolarca da Academia, mas, para sua decepção, a instituição foi herdada pelo sobrinho de Platão, Speusipo, que foi escolarca durante oito anos. A Academia manteve-se durante cerca de nove séculos, tendo sido encerrada quando Damáscio era o escolarca, em 529 d.C., pelo imperador bizantino Justiniano I.

A obra de Teilhard de Chardin

 





 









O jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês Pierre de Teilhard de Chardin nasceu na comuna de Orcines, no dia 1 de maio de 1881. Ele tentou, em sua época, realizar um feito então quase impossível, e até hoje difícil de se concretizar, conciliar as visões científica e teológica por meio de suas publicações.
Este empreendimento, porém, custou-lhe incompreensão e intolerância de ambas as partes, pois nem a ciência via com bons olhos seus escritos, acusando-o de defender um ponto de vista místico, assim como a instituição católica o discriminava, impedindo-o de dar aulas e de lançar seus trabalhos teológicos.
Chardin constituiu sua espiritualidade a partir dos ensinamentos de Inácio de Loyola na ordem que escolheu para seguir o sacerdócio, e esta escolha marcaria essencialmente sua forma de interagir com a era moderna. Mas o núcleo de sua teologia seria definido por seu encontro com a mística desenvolvida por Paulo de Tarso, estruturada em torno do ‘ser em Cristo’ e do Messias cósmico. Através deste discurso pauliniano ele constrói seu próprio mistério cristão.

A árdua trilha percorrida por Teilhard passa necessariamente por essas referências teológicas; somente com este instrumental ele pode enfrentar o inóspito território pós-moderno em sua procura de Deus. Sua formação científica no campo da geopaleontologia lhe fornecia as bases fundamentais para a compreensão do desenvolvimento planetário e da humanidade.
Por outro lado, sua vivência religiosa lhe propiciava a clara ciência de que é imprescindível a construção de uma espécie de metacristianismo, pois esta esfera cumpriria seu papel nos esforços para a preservação do Planeta e do ser humano. Ele via a evolução como um processo que se desenrola desde o estágio caótico do Universo até a emersão da consciência humana no Globo terrestre, a qual precede o momento da Noogênese, quando todos os pensamentos irradiados por uma mente humana desenvolvida constituirão uma tessitura inteligente única. Neste momento um estrato a mais envolverá o Planeta, a Noosfera.
Para Teilhard, um fio condutor interior à matéria conduz este mecanismo evolutivo rumo a um centro de convergência: o Ponto Ômega. Neste sentido, pode-se dizer que seu pensamento é panenteísta, já que ele crê em todo o Cosmos abrigado em Deus, mas a divindade transcende tudo que engloba, sem, porém, se despojar do sentido de unidade. Esta concepção difere, em alguns pontos, do Panteísmo, filosofia segundo a qual o Criador e o Universo se ajustam completamente.
A teoria de Teilhard é elaborada justamente sobre o ponto em que se cruzam o ancestral cosmologismo e a concepção contemporânea de fenômeno. Ou seja, o Universo de Galileu se desnuda diante de todos que desejam desvendar seus códigos, mas isso não é possível sem a contribuição do pensamento científico da modernidade, o qual passa necessariamente pelo âmbito empírico, instrumento essencial para se decifrar a Natureza. Assim, lado a lado vê-se o mundo enquanto evento fenomênico e a Ciência como chave do entendimento deste universo.

A História da Mulher na Filosofia




















A importância social das mulheres enquanto seres que pensam foi e permanece sendo um desafio para que haja um equilíbrio no relacionamento homem/mulher.
Na grade curricular escolar ou universitária pouco se nota a participação de mulheres que tenham se notabilizado como filósofas.
Na maioria das pesquisas realizadas falta uma alusão a respeito de dados sobre a vida e obras de pensadoras, o que nos leva a concluir que há uma certa depreciação em relação ao trabalho científico das mulheres na vida acadêmica e sua atuação na história da constituição da sabedoria.
Com base em tal afirmação pode-se afirmar que a mulher sempre foi bastante discriminada no meio pensante.
mitologia grega destaca as mulheres representando-as na figura de suas deusas: Ártemis, Atena,AfroditeDeméterHeraPerséfone, Pandora e Gaia, ainda que a inteligência e o pensamento sejam simbolizados pela deusa Minerva (variante latina da deusa Atena), é importante realçar que esta veio ao mundo não através do corpo de sua mãe e sim da cabeça de seu pai, Zeus, o que evidencia desde o início que a mulher já não tinha nenhum valor.
Para a história combinar idéias, formar pensamentos, sempre foi julgado um direito pertinente aos homens, mas mesmo com tanta discriminação as mulheres conseguiram garantir uma pequena participação das mulheres na vida acadêmica.
Um dos poucos apontamentos históricos sobre o assunto foi a criação de um núcleo de formação intelectual somente para mulheres, educandário fundado por Safo, poetisa de Lesbos que nasceu em 625 a.C.
O pensamento que vigorava é o de que as mulheres somente tinham direito a um corpo e uma mente, porém não os dois ao mesmo tempo, pois desta forma a mulher nunca poderia gerar a razão.
- Na visão de Pitágoras a mulher era vista como um ser que se originou das trevas;
Platão já detinha um pensamento diverso, as mulheres eram tão capazes de administrar quanto o homem, pois para ele quem governa tinha a obrigação de gerir a cidade-Estado se utilizando da razão e para Platão as mulheres detinham a mesma razão que os homens;
Aristóteles via a mulher como um homem não completo, para ele todas as características herdadas pela criança já estavam presentes no sêmen do pai, cabendo a mulher somente a função de abrigar e fazer brotar o fruto que vinha do homem, idéia esta aceita e propagada na Idade Média;
- Para São Tomás de Aquino uma vez a mulher tendo sido moldada a partir das costelas de um homem sua alma tinha a mesma importância que a do homem, para ele no céu predomina igualdade de direitos entre os sexos, pois assim que se abandona o corpo desaparecem as diferenças de sexo passando a ser tudo uma coisa só.
- Para Hegel a altercação existente entre um homem e uma mulher é igual a que há entre um animal e uma planta, sendo que o animal se identifica mais com o jeito do homem e a planta se molda mais conforme o aspecto da mulher, pois seu progresso é mais pacato, deixando-se levar mais pelo sentimentalismo, se estiverem no comando o Estado corre perigo pois, segundo ele, elas não atuam de acordo com as exigências do agrupamento de pessoas que estão governando e sim conforme seu estado de espírito.
Todavia, embora a discriminação sofrida pelas mulheres no caminho da filosofia é notável que, ao longo da história da filosofia, certas mulheres se enfatizaram como criaturas humanas que procuraram pela sabedoria e trilharam os passos da ciência. No século XX há uma evidência especial a algumas filósofas importantes. Dentre elas, podemos citar Hannah Arendt, Simone Weil, Edith Stein, Mari Zambrano e Rosa Luxemburgo. Estas mulheres, contestando a ordem patriarcal de sua época, tornaram-se filósofas admiráveisl e, sem dúvida, colaboraram terminantemente para a constituição do conhecimento.
Diante deste quadro apresentado, pode-se afiançar que a inferioridade da mulher é tida como um tanto natural e invariável. Este espectro do “feminino” esteve presente na história da filosofia e permanece como um combate singular para as mulheres filósofas. Enquanto ser humano, a mulher é dotada de razão, mas o uso íntegro e apropriado ainda é privativo do ser masculino.